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Fazia bem uns 30 graus, mas dentro daquela roupa feita de pelúcia e com a enorme e pesada cabeça de pateta que eu segurava, hora com as mãos, hora com o pescoço, devia estar fazendo pelo menos uns 45 graus. O pior de tudo é que, quem fazia sucesso era o Mickey, a Mini, até o Pluto fazia mas sucesso que o Pateta, eu não entendia porque, pois sempre fui muito engraçado, quando fazia estes personagens felpudos. Mas, em fim, lá estava eu suando e pulando feito um verdadeiro pateta. Foi quando minha chefe bateu em meu ombro e disse que precisava de mim, pois o Mickey acabara de ter um desmaio, como as fantasias de Pateta e Mickey eram quase iguais, mudando apenas o Fraque e a cabeça, seria eu o responsável em substitui-lo até que ele melhora-se, pensei. Caramba que fria que a gente se mete quando precisa de dinheiro. Mas tudo bem eu estava ali era para detonar, e foi o que eu resolvi fazer. Coloquei a cabeça de Mickey e parti para o abraço. A festa era de uma empresa grande, tinha pelo menos 5.000 pessoas, sendo cerca de 3.000 crianças. Não acreditei na fila que se formava na minha frente para receber simplismente um abraço. Era uma loucura, um abraço atráz do outro sem parar, aquilo foi me enchendo de uma alegria, de uma emoção incontrolavél. Comecei a chorar, porque era verdadeiramente algo fabuloso, sem explicação, naquele momento eu percebi o porque do
desmaio do companheiro. Eu não sabia quantos abraços tinha dado, só o que eu percebia era uma sensação enorme de bem estar e de felicidade.
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Spirru
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