Galeria de imagens de Charlie Rivel

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Charlie Rivel

Charlie Rivel
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De onde é este palhaço: Espanha

Josep Andreu i Lasarre "Charlie Rivel", nasceu acidentalmente em Cubelles (Catalunha/Espanha), no dia 23 de abril de 1896, durante uma das turnês de seus pais (naquela época, saltimbancos ambulantes), que tiveram de interromper suas atuações na rua (não puderam passar o chapéu), para dar a luz ao nosso querido “Charlie”. Seu pai, Pere Andreu Pausas (catalão) e sua mãe Marie-Louise Lasarre (francesa), naquele então, viajavam a pé, de cidade em cidade, empurrando uma carroça onde levavam o escasso material e seus poucos pertences.

Charlie estreou nos palcos aos dois anos. Atuou com sua família em diferentes combinações até que em 1935, por desavenças de todo tipo, inicia sua carreira solo, obtendo fama mundial.

Sua grande sensibilidade e sua enorme capacidade de se comunicar sem palavras o transformaram no mais ilustre, internacional e famoso clown espanhol. Foi considerado como um dos melhores palhaços do mundo.

Sua vida é cheia de histórias curiosas; uma das anedotas mais especiais que lhe aconteceu foi quando entrando no picadeiro, ainda sem começar sua atuação, uma criança começou a chorar desesperadamente (provavelmente era a primeira vez que via um palhaço). Charlie não podia começar sua atuação pois o público estava mais atento ao escandaloso choro da criança que ao palhaço. Charlie se aproximou cautelosamente do menino para fazer-lhe um carinho e tentar acalmá-lo, mas o resultado foi o oposto e o menino começou a chorar ainda com mais força, ao mesmo tempo que o público adulto ria em um tom que misturava diversão e ternura. Rivel, que era profundo conhecedor da psicologia infantil, voltou para o centro do picadeiro e começou ele também a chorar, desconsoladamente, solidariamente. Isso foi o suficiente. O menino se calou no ato, com os olhos bem abertos pela surpresa de descobrir que aquele ser vermelho e ameaçador sabia, também, se expressar com sua mesma linguagem, tão transparente e direta: o choro. E Rivel continuou chorando: “Uuuuuhh!”. Quando, ainda choroso, voltou a se aproximar da criança, que já estava calma e olhando-o hipnotizada, esta tirou sua chupeta da boca e a ofereceu a Charlie, num ato de solidariedade primária. O choro de Rivel parou e o público se desfez em aplausos. O palhaço aceitou a oferta da criança e, hoje em dia, aquela chupeta histórica se encontra numa das vitrines do Museu Charlie Rivel de Cubelles.

Rivel usava, geralmente, um longo e justo vestido vermelho, cabelos grandes e laranjas, e um famoso nariz quadrado, reconhecido, ainda hoje, como “o nariz de Rivel”. Como palhaço, atuava de maneira lenta e meticulosa. Ele aparece em alguns filmes, como no “Os clowns”, de F. Fellini. Sobre a arte do palhaço, Rivel sentenciou: “O palhaço não morrerá jamais!”.

Sobre Rivel, disseram:

É a quintessência do palhaço. (Jacques Fabri/ Andre Salle).
É o Picasso dos palhaços. (Dimitri).
Ressuscita a velha arte de fazer rir. E a ressuscita de maneira sublime. (Jordi Elias).
Vê-lo é voltar a viver. E lembrá-lo é voltar a rir. (Nachtausgabe).
É um presente dos céus. O público do mundo inteiro se rendeu diante da arte de Rivel. (Eitz).
Nos faz rir e chorar, assombrados por sua pureza. (M.D.C.).

Em Cornella (Catalunha/Espanha) se celebra, desde 1984, anualmente, um festival de palhaços em sua memória. Mais sobre Charlie Rivel você pode encontrar em www.aj-cornella.es/pallassos.

MUNDOCLOWN
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